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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Curtindo a vida adoidado: Versão 2014!

Escrevo esse texto dia 27/12/2014 às 01h27 da manha. Não, o ano não acabou, mas sinto que já posso falar sobre ele e posso confirmar que foi o melhor ano da minha vida. E sinceramente, pensei que nenhum ano fosse barrar 2013. Mas em geral, eu sempre tive isso, a cada ano que se passava ia superando o anterior - excerto 2010, 2010 foi o meu pior ano e fico enjoada só de lembrar.
Mas posso dizer sobre esse ano por diversas razões: Corri atrás dos meus sonhos. Sabe aquelas promessas de ano novo que a gente faz e deixa por isso mesmo? Depois que Nova York me aconteceu, pensei bastante e decidi que eu tinha que fazer acontecer mais. Antes mesmo do ano começar iniciei o projeto do meu livro, e decidi, custe o que custasse, que iria publica-lo. Foi o meu sonho desde 2008, quando eu descobri esse talento meu e eu estava exausta de adia-lo. Nunca pretendi ser famosa e nem reconhecida pelas maiores editoras do Brasil. Eu só queria ver em capa dura algo escrito por mim mesma. Só queria brincar de ser autora de um best seller nada reconhecido. E me deixou bastante orgulhosa ver meu filhote pronto, na minha mão, fresquinho e pronto para ser lido. E ele estava ali, todo lindo na minha mão. Não consegui por nenhum defeito e ignorei todos aqueles que tentaram por. E não conseguia ficar mais feliz à cada elogio que eu recebia sobre ele. Confesso que as vezes leio alguma coisa e me surpreendo por ter sido eu. Não é que eu esteja me achando demais, é só um orgulho pessoal que eu tenho dessa conquista que ninguém pode arrancar de mim. E foi assim, seguindo a vida, que decidi pular de asa-delta. Ok, nada demais. Ou talvez, foi sim. Quem me conhece, sabe que eu gritei muito quando fui no Kabum do parque, que eu sinto um frio na barriga gigantesco quando vou na sacada de prédios muito altos. Sim, eu morro de medo de altura. Quando o instrutor disse “Você tem que correr olhando pro horizonte e nada mais!” e quando eu olhei eu só via mar e céu. E com muito medo, corri e quando dei por mim estava… Voando. E que sensação de liberdade boa. Depois de 30 segundos tentando me acostumar, passei os outros 8 minutos amando cada momento. São Conrado nunca foi tão bonito. Rosinha nunca foi tão bonita. O Rio nunca foi tão bonito. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Eu ainda morro de medo de altura, mas com certeza o asa delta me ajudou um pouco. E para 2015, fica como meta saltar de paraquedas. Esse voo foi tão bom que quase me esqueço que perdi o meu iPod Touch no mesmo dia - momentos. 
Se me recordo bem, foi só algumas semanas depois que decidi viajar. Eu morria de saudades de entrar num avião e também de passar um tempo fora. Confesso que a ideia inicial nunca foi viajar sozinha. Chamei Fulano. Chamei Ciclano. Até Beltrano que nunca foi meu amigo, eu chamei. Confirmaram. Furaram. O tempo passava. Aprendi uma grande lição: Não conte com as pessoas, você pode atrasar seus sonhos se depender delas. Então, por um momento sem pensar, comprei a passagem, aluguei um apê, comecei a juntar grana e aos poucos fui percebendo que eu estava prestes a cometer a maior loucura da minha vida. A ficha só caiu mesmo quando eu sai do avião e tive que ir atrás de um taxi sozinha. Mas admito que foi tudo muito bom. A Argentina só não foi mais bonita, porque eu moro no Rio de Janeiro. se eu pudesse dar um conselho para alguém, seria; Viaje sozinho. Não importa o destino. Só, viaje. É um tempo onde teremos bastante tempo para refletir, eu por exemplo aprendi muito durante os poucos 5 dias e descobri coisas que eu podia fazer que eu sinceramente achei impossível. Conheci brasileiros em praticamente todos os lugares que eu ia. Conheci argentinos totalmente desnecessários e argentinos educados que se eu pudesse, acrescentaria no meu livro 93 pessoas que jamais conheci. Peguei metrô sozinha, assisti um espetáculo de Tango incrível. Jantei em um restaurante sozinha. Andei de um bairro até outro apé. Não consegui dialogar com a dona do apê. Quase fui no show da Miley Cyrus - arrependida por não ter ido, ao mesmo tempo que aliviada - e fui no zoológico mais legal de todos. Aprendi que eu sou boa em decorar caminhos, que mesmo eu não sabendo falar espanhol, eu lido bem com a enrolação. Que eu não preciso de transporte público e nem de taxi pra me locomover, que eu não tenho paciência para comprar roupas mas eu me divirto em loja de decoração. Que eu consigo acordar cedo sem precisar que a minha avó ou minha mãe me chame. Que eu gosto da solidão. Que eu consigo me divertir sozinha. Que sou engraçada comigo mesma. A rinite não me atacou mesmo estando muito frio. Que mesmo sem dinheiro, voo cancelado, companhia área sem nenhum amor ao cliente, e precisando urgentemente ir pro outro aeroporto: Eu consegui voltar. Essa viagem me fez ter a mente mais aberta, me fez refletir sobre muita coisa, me fez ser mais confiante, meu amor próprio cresceu, me fez perder o medo de ter muita responsabilidade nas minhas mãos e de fato, me fez querer ter essa experiência de novo em um lugar maior, com um idiota totalmente diferente do nosso e com uma cultura nada haver do que eu estou acostumada. Talvez o Japão, Grécia, Índia. Não sei, num futuro mais distante onde o bolso dizer: Sim, você tem condições financeiras pra ir!”  E eu vou mesmo. Fico até meio triste quando paro pra pensar e percebo que essa viagem me deixou mais feliz que meu livro ficando pronto. Afinal, o livro era um sonho de anos e a viagem um sonho de meses. 
Também devo dizer que, apesar de morar em Nova Iguaçu, quase não passo mais tempo nessa cidade, principalmente agora que to trabalhando no Rio. E fico feliz, já que nada na baixada me atrai. Esse ano entrei pra faculdade que eu queria, mesmo com a implicância dos meus pais, que não queriam que eu estudasse tão longe. E apesar de longe, eu gosto de passar parte do meu dia na Barra. Adquiri um amor tão grande por aquele bairro que não ficaria surpresa de um dia eu morasse por lá. Também tive a liberdade de conhecer um pouco mais dessa cidade maravilhosa. Agora que meus pais perceberam que eu não sou nada lerda na rua e que sei me virar muito bem sozinha, to podendo voar pra praticamente qualquer lugar que eu quiser. Aprendi a andar de bike em 2014, apesar de que atropelei muito turista em época de Copa do Mundo. Ou seja, mesmo morando nessa cidade calorenta de Nova Iguaçu, eu me sinto uma carioca. Gosto da Zona Sul, e se for o caso, volto pra casa só na hora de dormir ou quando o dinheiro acabar. Sobre a faculdade, algumas frases ditas sobre professores e alunos me deixam feliz sempre que lembro: “Você é muito criativa, tem um bom gosto incrível!”, “A turma foi bem ruim… Ah, Jéssica, o seu trabalho esta ótimo. Você pode ficar tranquila, que você não precisa se preocupar com nada!”, “A queridinha da professora!”. Confesso que nunca me senti tão nerd. Tirei média 10 pela primeira vez na minha vida em história, fiz plantas à mão quase perfeitas e mesmo sem tempo, consegui fazer projetos bem legais. Todo o dinheiro investido tem mostrado um bom resultado.
Todavia, tenho total certeza que esse foi só o inicio da minha vida. E que muitas coisas estarão por vir. Felizmente sou teimosa e quando eu quero algo, eu implico muito pra conseguir. To entrando em 2015 rumo ao terceiro período da faculdade, com um trabalho novo, viagem já marcada e algumas outras coisas que eu vou começar a planejar mais pra frente. Eu ainda tenho muitos itens da minha lista de possibilidades a cumprir.
Se 2015 eu quero que seja um ano de mudanças, eu vou fazer essa mudança. E torcemos para que tudo de certo, afinal, só vou ter 4h30 para dormir por dia. É um pouco pesado pra eu passar o ano sem me recompensar por tanto esforço, não?

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